Confiar ou conferir?

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Recentemente, por ocasião de dois cursos que precisei revisar, deparei-me com uma quantidade exagerada de pequenos problemas, em ambos. Meio na linha de “o que não mata, engorda”, alguns destes problemas não afetariam o aprendizado do usuário. Porém, o grande problema de se pensar desta forma resume-se a uma frase: “várias pequenas doses de veneno podem matar até o maior dos animais”.

Supondo que enviemos um curso com os tais vários pequenos problemas, qual seria o seu itinerário natural?
1. O cliente, geralmente apavorado com o prazo, hospeda-o na plataforma (afinal, via de regra, ele não fez, nem nunca fará o treinamento);
2. O curso é liberado para o público e estes começam a fazer;
3. Erros, problemas e bugs são facilmente notados por este público, porque eles são o cliente final, as pessoas que, verdadeiramente, têm interesse pelo seu conteúdo. E, se estiver errado, vão apontar o dedo sem dó.

Mas a pergunta que fica é uma só: por que tantos problemas foram encontrados?

Uma coisa à qual as pessoas na PrismaFS estão habituadas é a confiança que temos nelas. Parece pouco, mas é absolutamente relevante: confiança no trabalho que executam, na maturidade de gerir o próprio tempo, na capacidade de encontrar soluções criativas. Ora, porque não deveríamos confiar se sabemos exatamente do que são capazes de fazer? E é essa capacidade (que sabemos existir em cada um) que nos faz ser tão críticos com o erro. Uns mais críticos, outros um pouco menos. Todos, porém, com o mesmo intuito: proporcionar a melhor experiência de aprendizado ao educando.

Confiar é mesmo muito bom. Porém, como qualquer outra coisa na vida, confiança em excesso pode ser um mal. Confiar no próprio taco, principalmente, é uma armadilha potencialmente perigosa: trabalhar sem checar o que faz, ficar calado quando não se sabe o que fazer, omitir-se… Nestes casos, ao invés de confiar tanto em si, o certo é mesmo conferir.

Pense no seu próprio trabalho como um filho pequeno. Se ele fizesse um “número dois” e você tivesse que limpá-lo, você passaria o papel higiênico e confiaria, cegamente?

Melhor conferir, não acha?

Por Marcone Hilton

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